A melhor do agronegócio em Reflorestamento, Celulose e Papel: Suzano

Maior produtora mundial de celulose e uma das maiores fabricantes de papel da América Latina, a Suzano lançou um projeto de legado cujos investimentos somaram US$ 100 milhões

27 novembro, 2025 - 09h54


Viveiro de Mudas de Ribas do Rio Pardo – Investimento de R$ 80 milhões
Por: Rosangela Capozoli 

REFLORESTAMENTO, CELULOSE E PAPEL

Em 2024, a Suzano celebrou um século exibindo uma lista extensa de ganhos alinhados a uma trajetória de eficiência operacional, crescimento e consolidação de mercado. Foi um ano marcado por alta de 8% no volume de vendas, maior ciclo de investimentos de sua história, avanços na área de inovação e inauguração da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo (MS).

A conclusão da aquisição de ativos nos Estados Unidos pertencentes à empresa Pactiv Evergreen e de uma participação acionária de 15% na empresa austríaca Lenzing, além do anúncio de uma joint venture com a Kimberly-Clark, foram outros passos importantes dados no ano passado.

“A fábrica de Ribas do Rio Pardo foi o maior investimento já realizado pela Suzano”, afirma Douglas Lazzarini, vice-presidente executivo florestal. Com capacidade instalada de 2,55 milhões de toneladas por ano, transformou-se na maior linha única de produção de celulose do mundo.

O aumento do volume de vendas da companhia foi impulsionado, entre outros fatores, pela entrada em operação da nova planta. Na outra ponta, o câmbio favoreceu as exportações, resultando numa receita líquida de R$ 47,4 bilhões, alta de 19% em relação ao ano anterior. Após interpretações favoráveis, das quais representantes da Suzano também participaram, o setor de papel e celulose foi excluído da lista dos produtos afetados pela tarifa de Donald Trump.

Fábrica de Ribas do Rio Pardo – Suzano – A maior em linha única do mundo.

O Ebitda ajustado cresceu 31%, para R$ 23,1 bilhões, e a geração de caixa operacional aumentou 44%, atingindo R$ 14,7 bilhões. A fábrica de Ribas do Rio Pardo exigiu aportes financeiros da ordem de R$ 14,6 bilhões. “Dos investimentos totais realizados no ano passado, foram de R$ 17,1 bilhões, e que mostram claramente a visão de longo prazo da companhia”, destaca Lazzarini.

Maior produtora mundial de celulose e uma das maiores fabricantes de papel da América Latina, a Suzano lançou um projeto de liquidez cujos investimentos somaram US$ 100 milhões em parceria com instituições renomadas, visando impulsionar a formação de líderes em sustentabilidade e pesquisas para a conservação da natureza, mudanças climáticas e gestão de recursos hídricos, entre outros focos ambientais.

Nas operações de silvicultura, a companhia acelerou a mecanização e automação, chegando a marcar 58% das operações mecanizadas com o objetivo de atingir 88% até 2030. “Hoje, praticamente 100% das nossas atividades contam com sistemas tecnológicos avançados, como pilotos automáticos para plantio, controle preciso de fertilizantes e computadores de bordo nas máquinas de colheita.”

Segundo Lazzarini, todo ano a Suzano injeta mais de 1% da receita da nova planta.
O núcleo de negócios florestais da empresa também avançou significativamente, com aumento de 31%, para mais de 23,1 bilhões, e geração de caixa operacional de R$ 14,7 bilhões. A fábrica de Ribas do Rio Pardo recebeu aportes da ordem de R$ 14,6 bilhões e foi acompanhada de investimentos totais que somaram R$ 17,1 bilhões no ano.

TOP 10 DAS MELHORES POR SETOR – REFLORESTAMENTO, CELULOSE E PAPEL
(Quadro com ranking e números — transcrição dos nomes das empresas)

  1. Suzano Papel e Celulose S/A

  2. Klabin

  3. Cenibra

  4. Itamarati

  5. Amata Brasil

  6. Mil Madeiras

  7. Amata Florestal

  8. Valor Florestal

  9. Refloresta Brasil

  10. Sartori

Douglas Lazaretti – Vice-presidente executivo florestal

A receita líquida em inovação, sendo que R$ 150 milhões, em 2023, foram destinados a frentes como biotecnologia, melhoramento genético e tecnologia. “Ampliamos o nosso uso de inteligência artificial generativa em nossas fábricas. Inovação é parte da nossa estratégia de longo prazo para garantir sustentabilidade e competitividade”. diz. Na área ambiental, a inovação também soma uma alçada fundamental da companhia, que em 2023 conseguiu reduzir em quase 60% a emissão de indicadores florestais, mesmo diante de um cenário nacional de alta climática.

No front externo, o setor acena com um mercado cada vez mais promissor. Estudo feito pela Rabobank prevê que a celulose do Brasil no mercado global deve se manter aquecida por anos, por causa do crescimento de produtos sustentáveis, como relação aos plásticos e ao crescimento das novas fibras de madeira para embalagem e de outros bens de consumo.

De acordo com Andrés Padilla, analista da Rabobank, a “China segue como principal destino da celulose brasileira, mas a expansão de sua produção interna deverá reduzir as importações a médio prazo”. Ao mesmo tempo, há espaço para fortalecimento das exportações brasileiras para os Estados Unidos, hoje o segundo maior comprador.”

TABELAS 

Receita Líquida (R$ milhões)

Classificação por setor / variação da receita líquida anual

  1. Klabin – 24.742,10

  2. International Paper – 8.526,96

  3. Suzano Papel e Celulose – 7.316,41

  4. Papirus – 3.774,60

  5. Ibema – 3.374,20

  6. Orsa – 3.100,61

  7. Embalagens Bandeirantes – 2.744,28

  8. Renova – 2.710,12

  9. Hermape – 2.693,72

  10. Melhoramentos – 2.654,81

  11. Santa Maria – 2.590,47

Mediana do setor: 2.677,20


Market Toal (R$ milhões)

Valor de mercado / médio do setor

  1. Suzano Papel e Celulose – 164.270,17

  2. Klabin – 44.754,79

  3. International Paper – 28.937,44

  4. Ibema – 6.312,33

  5. Orsa – 4.127,22

  6. Melhoramentos – 2.937,88

  7. Renova – 2.802,01

  8. Amata Florestal – 2.715,87

  9. Valor Florestal – 2.399,39

  10. Sartori – 2.372,28

Mediana do setor: 2.814,00


Índice de Alavancagem (dívida líquida/ebitda ajustado)

  1. Orsa – 2,89

  2. Klabin – 2,56

  3. International Paper – 2,36

  4. Ibema – 2,12

  5. Papirus – 1,84

  6. Suzano Papel e Celulose – 1,75

  7. Santa Maria – 1,67

  8. Embalagens Bandeirantes – 1,45

  9. Renova – 1,39

  10. Hermape – 1,06

Mediana do setor: 1,75


Margem Líquida (%)

  1. Itamarati – 27,92

  2. Melhoramentos – 22,91

  3. Valor Florestal – 21,28

  4. Amata Florestal – 19,84

  5. Orsa – 17,42

  6. Ibema – 15,97

  7. Papirus – 15,72

  8. Renova – 15,51

  9. Santa Maria – 15,40

  10. International Paper – 14,87

Mediana do setor: 15,84


Rentabilidade do PL (%)

Lucro líquido / patrimônio líquido

  1. Suzano – 71,33

  2. Klabin – 69,19

  3. Ripasa – 59,44

  4. Votorantim – 56,94

  5. Melhoramentos – 56,72

  6. Renova – 45,81

  7. Celulose Irani – 44,60

  8. Itapira – 40,28

  9. Nita Carioca – 39,73

  10. Santa Maria – 35,27

Mediana do setor: 41,57


Liquidez Corrente (índice)

Ativo circulante / passivo circulante

  1. Valor Florestal – 9,65

  2. Sartori – 8,51

  3. Renova – 7,24

  4. Amata Florestal – 7,14

  5. Embalagens Bandeirantes – 6,31

  6. Hermape – 5,31

  7. Santa Maria – 4,97

  8. Suzano – 4,14

  9. Melhoramentos – 3,91

  10. Papirus – 3,71

Mediana do setor: 4,58


Margem da Atividade (%)

Ebitda/receita líquida

  1. Suzano Papel e Celulose – 71,33

  2. Klabin – 69,19

  3. Ripasa – 59,44

  4. Votorantim – 56,94

  5. Melhoramentos – 56,72

  6. Renova – 45,81

  7. Celulose Irani – 44,60

  8. Itapira – 40,28

  9. Nita Carioca – 39,73

  10. Santa Maria – 35,27

Mediana do setor: 41,57


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