Suzano bate recorde histórico de vendas de celulose e lucra R$ 4,3 bilhões no 1º trimestre

Expansão da fábrica em Ribas do Rio Pardo impulsiona produção e fortalece resultados da companhia, que mantém crescimento mesmo diante de cenário global desafiador

30 abril, 2026 - 19h43


O resultado reflete, principalmente, a ampliação da capacidade produtiva com a entrada em operação da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo

Por: Redação Notícias do Cerrado

A Suzano alcançou um novo marco em sua trajetória ao registrar recorde histórico de vendas de celulose. De acordo com o balanço divulgado nesta quinta-feira, o volume comercializado entre abril de 2025 e março de 2026 chegou a 12,7 milhões de toneladas, o maior já registrado pela companhia em toda a sua história.

O resultado reflete, principalmente, a ampliação da capacidade produtiva com a entrada em operação da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo, em Mato Grosso do Sul. A eficiência operacional também foi determinante, abrangendo desde o desempenho industrial até a logística, permitindo à empresa atender clientes em mais de 100 países.

No primeiro trimestre de 2026, a companhia movimentou 3,2 milhões de toneladas em vendas, sendo 2,8 milhões de toneladas de celulose e 378 mil toneladas de papéis. No mesmo período, foram comercializadas ainda 1,7 milhão de toneladas de papéis para diferentes finalidades, como embalagens, produtos gráficos, especiais e itens sanitários.

A receita líquida da Suzano no trimestre somou R$ 11 bilhões. O EBITDA ajustado atingiu R$ 4,6 bilhões e o lucro líquido ficou em R$ 4,3 bilhões, consolidando um desempenho financeiro robusto.

O resultado reflete, principalmente, a ampliação da capacidade produtiva com a entrada em operação da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo

Eficiência e resiliência em cenário adverso

Mesmo diante de um ambiente macroeconômico mais desafiador, marcado pela valorização do real frente ao dólar e por tensões geopolíticas no Oriente Médio, a companhia manteve forte geração de caixa operacional, que alcançou R$ 2,5 bilhões no período. Os preços da celulose no mercado internacional apresentaram leve recuperação ao longo do trimestre.

“Tivemos um primeiro trimestre sólido, com os preços da celulose negociados acima das nossas expectativas no final de 2025. Seguimos focados em eficiência operacional, disciplina de custos e redução do nível de endividamento, pilares que reforçam a nossa resiliência e contribuem para fortalecer ainda mais a competitividade da companhia em um ambiente operacional desafiador”, afirma o presidente da Suzano, Beto Abreu.

As tensões no Oriente Médio seguem como fator de atenção para o setor, especialmente pelo impacto potencial nos preços globais do petróleo, o que pode pressionar os custos de produção. Ainda assim, a Suzano adota estratégias de proteção financeira para mitigar esses efeitos, como políticas de hedge voltadas ao custo de energia.

No primeiro trimestre, o custo caixa de produção de celulose, desconsiderando paradas operacionais, ficou em R$ 802 por tonelada.

Endividamento e presença global

A alavancagem financeira da companhia, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 3,3 vezes em dólar. Já a dívida líquida totalizou US$ 13 bilhões.

Com mais de um século de história, a Suzano se consolidou como líder global na produção de celulose e uma das maiores fabricantes de papéis da América Latina. Seus produtos estão presentes na rotina de mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo, incluindo itens de higiene pessoal, papéis para embalagens e materiais para impressão e escrita.

A empresa mantém operações em diferentes continentes e aposta em inovação e sustentabilidade como pilares para atender à crescente demanda global por produtos de origem renovável.

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