O economista e doutor em Desenvolvimento, Jaime Verruck, aponta que o município é exemplo de transformação econômica intensa.
27 julho, 2026 - 17h03
Jaime Verruck destaca a vocação produtiva de Ribas do Rio Pardo.
Por: Redação
De uma base considerada fortemente pecuária e florestal para um polo industrial exportador de celulose e, isso, sem abandonar o desafio de ampliar oportunidades locais e abrir espaço para outras atividades como a citricultura. Este é o cenário atual de Ribas do Rio Pardo, que em 11 anos viveu uma das maiores transformações econômicas da história recente de Mato Grosso do Sul.
O economista e doutor em Desenvolvimento, Jaime Verruck, aponta que o município é exemplo de transformação econômica intensa. A implantação da nova fábrica de celulose alterou a escala da produção, do emprego, das exportações e da demanda por infraestrutura, moradia, comércio e serviços.
Em 2023, o PIB municipal foi de R$ 3,353 bilhões, 11ª maior economia de Mato Grosso do Sul. Nas exportações, Ribas do Rio Pardo foi responsável por 11,72% em 2025; 2º maior município exportador do estado e a celulose passou a conectar diretamente a economia local aos mercados internacionais.
“A principal mensagem é que a atração do investimento foi apenas o início; a agenda pública precisa continuar organizando os efeitos econômicos e sociais da nova escala municipal”, diz Verruck, ex-secretário de Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul.
Atividades
Verruck destaca que a integração lavoura-pecuária-floresta, como modelo adequado para combinar o rebanho bovino, a tradição florestal e a ampliação das lavouras foi uma agenda anterior ao projeto de implantação da fábrica. “Isso é importante porque mostra que o município já possuía disponibilidade territorial, base florestal, fornecedores, experiência produtiva e políticas voltadas à diversificação e à agregação de valor.”
Nessa fase, o caminho foi sendo preparado para diversificar ainda mais. Este ano, o município já contabilizava mais de 460 mil hectares de florestas plantadas e a citricultura já ganhando cada vez mais espaço. A diversificação reduz riscos, amplia o mercado de trabalho e aproveita áreas de pastagem com baixa produtividade.
O maior projeto citrícola do estado em implantação no município prevê mais de 5 mil hectares de laranja industrial, investimento superior a R$ 1 bilhão e potencial de aproximadamente 950 empregos na fase de maior demanda.
Recentemente, Verruck visitou área destinada à produção de laranja em Ribas do Rio Pardo. “ Então, é Mato Grosso do Sul com diversificação da base produtiva, uma nova cultura entrando no estado e avançando, gerando emprego e diversificação econômica. É assim que a economia se desenvolve”, finaliza Verruck que é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
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