Construção e Serviços sustentaram as contratações no bimestre, enquanto Indústria, Comércio e Agricultura registraram saldos negativos; municípios do Vale da Celulose se destacaram na geração de vagas.
11 outubro, 2026 - 13h55
Foto: Álvaro Rezende/Secom-MS
Por: Redação Notícias do Cerrado
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Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de 1.938 empregos formais em julho e agosto de 2026, com destaque para os setores de Construção e Serviços. Os dois segmentos concentraram o desempenho positivo do mercado de trabalho no período, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, compilados no Observatório do Trabalho de MS, elaborado pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).
Em julho, o Estado contabilizou saldo positivo de 730 postos de trabalho. A Construção abriu 1.188 vagas, enquanto os Serviços registraram 391. No mesmo mês, a Indústria teve saldo negativo de 556 empregos, a Agricultura perdeu 213 postos e o Comércio apresentou resultado negativo de 80 vagas.
Em agosto, o saldo geral voltou a ser positivo, com a criação de 1.208 empregos formais. Os Serviços lideraram as contratações, com 1.744 postos, seguidos pela Construção, com 195. Na contramão, a Indústria registrou saldo negativo de 325 vagas, a Agricultura perdeu 243 postos e o Comércio teve resultado negativo de 163 empregos. Ao fim do período, Mato Grosso do Sul alcançou 685.345 trabalhadores com carteira assinada.
Construção e Serviços sustentam o mercado de trabalho
A evolução dos números evidencia a concentração das contratações nos setores de Construção e Serviços durante os dois meses. Apesar do desempenho positivo desses segmentos, os resultados negativos de outras atividades limitaram o saldo total de empregos formais no Estado.
O secretário adjunto da Semadesc, Alex Melotto, atribui parte da redução de postos na Agricultura ao período de entressafra. Segundo ele, as culturas de inverno, como o milho safrinha, já haviam sido colhidas, enquanto as lavouras aguardavam o período de vazio sanitário e o início dos preparativos para o plantio da safra de verão.
Na avaliação do secretário adjunto, os resultados negativos da Indústria e do Comércio também estão relacionados à sazonalidade. A expectativa, segundo ele, é de que esses setores voltem a abrir vagas no último trimestre do ano, período em que há perspectiva de aumento do consumo.
Vale da Celulose se destaca na abertura de vagas
A distribuição regional dos empregos mostra o peso dos municípios ligados à expansão da indústria de celulose. Em julho, Inocência liderou a geração de vagas formais em Mato Grosso do Sul, com saldo positivo de 923 postos de trabalho. O resultado foi impulsionado pela instalação da indústria de celulose da Arauco no município.
Na sequência apareceram Chapadão do Sul, com 386 vagas, Três Lagoas, com 274, e Aparecida do Taboado, com 156. Os municípios integram a região que concentra importantes empreendimentos industriais ligados à cadeia produtiva da celulose.
Em agosto, o Vale da Celulose voltou a se destacar no levantamento. Três Lagoas registrou saldo positivo de 785 empregos formais, seguido por Chapadão do Sul, com 307, e Aparecida do Taboado, com 142.
Campo Grande volta a registrar saldo positivo
A capital sul-mato-grossense também apresentou recuperação no período. Depois de registrar saldo negativo de 140 empregos formais em julho, Campo Grande voltou a figurar entre os dez municípios com melhor desempenho em agosto, com a abertura de 435 postos de trabalho.
Os dados do bimestre mostram, portanto, um cenário de expansão do emprego formal em Mato Grosso do Sul, sustentado principalmente pela Construção e pelos Serviços, com destaque regional para municípios associados à cadeia industrial da celulose. Ao mesmo tempo, os resultados negativos da Indústria, do Comércio e da Agricultura indicam que o desempenho do mercado de trabalho variou entre os setores da economia.
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