Com apoio da Arauco, Imasul inaugura Centro de Triagem de Animais Silvestres em Três Lagoas

Parceria amplia capacidade de atendimento na região, reforçando compromisso com a proteção da fauna silvestre e a sustentabilidade

14 dezembro, 2025 - 22h24


Inauguração Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Três Lagoas (MS)

Por: Redação

Três Lagoas passou a ocupar, nesta quinta-feira (11), uma posição estratégica no mapa da conservação ambiental de Mato Grosso do Sul. Foi oficialmente inaugurado no município o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), uma estrutura moderna voltada ao atendimento emergencial da fauna, resultado de uma articulação entre o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), a empresa Arauco e um conjunto de outras dez companhias parceiras. A nova unidade amplia e descentraliza a política de proteção animal no Estado, complementando o trabalho já realizado pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Campo Grande, distante cerca de 340 quilômetros.

O Cetas nasce com a missão de oferecer resposta rápida e especializada a animais silvestres vítimas de atropelamentos, apreensões, resgates ou entregas voluntárias. O foco inicial é a estabilização clínica e o atendimento médico-veterinário de urgência. Após essa etapa, os animais poderão ser devolvidos à natureza ou, nos casos que exigirem cuidados prolongados, encaminhados para reabilitação de longo prazo na Capital. A expectativa é de que a unidade atenda cerca de 600 animais por ano, abrangendo uma extensa região do leste sul-mato-grossense.

A cerimônia de inauguração reuniu autoridades estaduais e municipais, representantes do setor produtivo e lideranças ambientais. Estiveram presentes o governador Eduardo Riedel; o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck; o prefeito de Três Lagoas, Cassiano Maia; o presidente do Imasul, André Borges Barros de Araújo; o presidente da Câmara Municipal, vereador Antônio Luiz Empke; o promotor de Justiça e Meio Ambiente, Antônio Carlos Garcia de Oliveira; além da gerente de Meio Ambiente do Projeto Sucuriú da Arauco, Camila Paschoal. A presença institucional reforçou o caráter coletivo da iniciativa e o compromisso do Estado com a preservação da biodiversidade.

A participação da Arauco na implantação do Cetas está diretamente ligada às ações do Projeto Sucuriú, considerado um dos maiores investimentos industriais em curso no Brasil. A empresa aportou R$ 1,1 milhão na aquisição de equipamentos e garantiu, por dois anos, a contratação de profissionais especializados para o funcionamento da unidade. Para a companhia, o centro representa mais do que uma obrigação legal: é parte de uma estratégia de legado ambiental.

“O apoio ao Cetas reflete um compromisso inegociável com a gestão sustentável e com o cuidado da fauna silvestre. Os animais são parte vital da biodiversidade local, e garantir atendimento adequado amplia significativamente as chances de readaptação à natureza”, destacou Theófilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Responsabilidade Institucional da Arauco. Segundo ele, a atuação florestal da empresa em dez municípios da região exige responsabilidade contínua e ações concretas de mitigação e conservação ambiental.

Na avaliação do governador Eduardo Riedel, a inauguração do centro simboliza uma mudança de patamar na política ambiental sul-mato-grossense. “O desenvolvimento do Estado precisa caminhar ao lado de uma fiscalização ambiental rigorosa e de ações efetivas de recuperação. O que vemos aqui é o Estado e a iniciativa privada atuando de forma responsável, com resultados concretos para a biodiversidade”, afirmou.

Projetado para atender às especificidades da fauna regional, o Cetas de Três Lagoas conta com recepção, setor administrativo, ambulatório, cozinha e três recintos destinados aos animais. A equipe técnica é formada por médico-veterinário com experiência em fauna silvestre e biólogo tratador. A unidade atenderá, além de Três Lagoas, municípios como Inocência, Paranaíba, Água Clara, Selvíria, Brasilândia, Bataguassu, Santa Rita do Pardo e Aparecida do Taboado. A implantação do centro integra um Termo de Compromisso firmado com o Imasul.

O Cetas também se insere no contexto mais amplo do Projeto Sucuriú, que marca a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil. Com investimento de US$ 4,6 bilhões, o empreendimento prevê a construção de uma planta industrial com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano, em uma área de 3.500 hectares, às margens do Rio Sucuriú, no município de Inocência. As obras começaram em 2024, com previsão de operação no final de 2027.

Ao longo de todas as fases do projeto, a empresa afirma manter monitoramento contínuo da biodiversidade local, com identificação de espécies nativas e mapeamento de áreas prioritárias para conservação. Durante a implantação, serão geradas mais de 14 mil oportunidades de trabalho. Após o início das operações, cerca de 6 mil empregos diretos deverão ser mantidos nas áreas industrial, florestal e logística, impulsionando o desenvolvimento econômico regional.

Presente no Brasil desde 2002, a Arauco atua nos segmentos florestal e de madeiras, com mais de 3 mil colaboradores e cinco unidades industriais no país. A empresa opera sob diretrizes ESG, possui certificação FSC® em suas florestas e adota práticas voltadas à gestão responsável da água, conservação da biodiversidade e redução das emissões de carbono. A inauguração do Cetas, segundo especialistas, consolida um modelo em que crescimento econômico e proteção ambiental deixam de ser discursos paralelos e passam a caminhar de forma integrada em Mato Grosso do Sul.

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