Mesmo ferida, vítima conseguiu escapar e pedir ajuda; agressor, policial aposentado, morreu após atirar contra si
13 abril, 2026 - 21h30
Por: Redação Notícias do Cerrado
Na tarde desta segunda-feira (13), um episódio de violência doméstica chocou moradores do bairro Jardim Colúmbia, em Campo Grande (MS). Um policial militar da reserva atacou a própria esposa a tiros dentro da residência do casal. Mesmo ferida, a mulher protagonizou uma fuga que pode ter sido decisiva para salvar sua vida.
De acordo com informações apuradas, o agressor efetuou disparos contra a vítima, atingindo-a na região do quadril. Em seguida, voltou a arma contra si. Equipes de resgate foram acionadas e prestaram socorro aos envolvidos. O homem não resistiu e teve a morte confirmada no início da noite.
O que transforma o caso em um retrato de coragem é a reação da vítima. Mesmo baleada, ela conseguiu sair da casa, pular o muro e buscar ajuda com vizinhos, atitude que, segundo relatos iniciais, foi fundamental para garantir atendimento rápido e preservar sua vida.
A mulher foi socorrida e não corre risco de morte.
A cena evidencia não apenas a brutalidade do crime, mas também a força e o instinto de sobrevivência diante de uma situação extrema. Em meio ao medo, à dor e ao choque, a vítima encontrou forças para agir, e rompeu o ciclo de violência naquele momento crítico.
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h3>Violência que se repete
O caso volta a expor uma realidade preocupante: a violência contra a mulher dentro do ambiente doméstico, muitas vezes praticada por parceiros ou ex-companheiros. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar, perícia e deve ser investigada pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).
Além disso, reforça um padrão recorrente em crimes dessa natureza: o agressor que, após o ataque, tenta tirar a própria vida, dinâmica que dificulta a responsabilização penal, mas não apaga a gravidade do ato.
Em Mato Grosso do Sul, vítimas de violência podem buscar ajuda em estruturas como a Casa da Mulher Brasileira, além de canais como o 180, que funciona 24 horas em todo o país.
Casos como o desta segunda-feira mostram que, mesmo em cenários extremos, a reação rápida e o acesso à ajuda podem ser determinantes.
Mais do que uma ocorrência policial, a história desta mulher é um símbolo de resistência. Baleada, ferida e sob ataque, ela não se entregou. Correu, pulou, pediu ajuda, e sobreviveu.
Num cenário em que tantas vítimas não conseguem escapar, sua atitude evidencia algo essencial: a força feminina que resiste, reage e, mesmo diante da violência, luta para continuar viva.
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