O plano também prevê ações voltadas às comunidades locais, com investimentos em saúde, educação, habitação e conservação ambiental.
21 agosto, 2025 - 20h45
Por: Redação Notícias do Cerrado
A empresa chilena Arauco anunciou nesta quinta-feira (21) a captação de US$ 2,2 bilhões para financiar a construção de uma fábrica de celulose de última geração no município de Inocência, em Mato Grosso do Sul. O montante, considerado um dos maiores já levantados no setor, reúne financiamento do BID Invest, da Corporação Financeira Internacional (IFC, do Grupo Banco Mundial) e da agência de crédito à exportação da Finlândia, a Finnvera.
O pacote inclui um empréstimo de US$ 1,25 bilhão, co-liderado por BID Invest e IFC com participação de oito bancos, além de US$ 970 milhões garantidos pela Finnvera. O JP Morgan atuou como coordenador global da operação.
Batizado de Projeto Sucuriú, o empreendimento prevê a instalação de uma unidade com capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas anuais de celulose kraft branqueada de fibra curta. O complexo será abastecido por 400 mil hectares de eucalipto de manejo sustentável e terá geração própria de energia a partir de biomassa.
Além da produção industrial, a planta deverá gerar 400 megawatts de energia limpa, sendo 45% destinados à rede elétrica nacional, em linha com as metas brasileiras de expansão das fontes renováveis.
Segundo a companhia, a construção da fábrica deve criar cerca de 14 mil empregos temporários e, na fase de operação, manter aproximadamente 6 mil postos permanentes. A expectativa é que o projeto transforme a economia da região de Inocência e fortaleça o papel de Mato Grosso do Sul como um dos polos globais da indústria de celulose.
O plano também prevê ações voltadas às comunidades locais, com investimentos em saúde, educação, habitação e conservação ambiental. O modelo adotado pela Arauco integra práticas como monitoramento da biodiversidade, uso eficiente da água e planejamento colaborativo com a população.
Com presença em 33 países e operações florestais em cinco continentes, a Arauco é considerada referência em bioeconomia renovável. Carbono neutro desde 2020, a empresa afirma que o Projeto Sucuriú será um marco internacional ao combinar alta produtividade, baixo impacto ambiental e geração de valor social.
“O envolvimento de instituições multilaterais e da agência de crédito à exportação assegura padrões rigorosos de governança e sustentabilidade. Isso reforça nosso compromisso em promover crescimento econômico aliado à responsabilidade ambiental e social”, destacou a companhia em nota.
Atualmente, o Brasil é o país mais competitivo na produção de celulose, graças à disponibilidade de terras, manejo florestal sustentável e capacidade de exportação. Com o novo investimento, Mato Grosso do Sul amplia seu protagonismo no setor, consolidando-se como referência mundial em inovação, sustentabilidade e volume produtivo.
Comentários fechados