Vítima acreditou estar comprando um Fiat Uno anunciado no Facebook e realizou transferências via PIX após contato com suposto vendedor e um falso tabelionato.
15 junho, 2026 - 08h18
Por: Redação Notícias do Cerrado
Uma mulher de 31 anos procurou a Polícia Civil em Ribas do Rio Pardo para denunciar ter sido vítima de um golpe durante a tentativa de compra de um veículo anunciado em uma rede social. O caso foi registrado como estelionato e ocorreu após a vítima acreditar estar negociando a aquisição de um Fiat Uno Mille anunciado por R$ 8,7 mil no Facebook.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher encontrou o anúncio e entrou em contato com o suposto vendedor por meio de um número de WhatsApp. Durante as tratativas, ela também passou a conversar com pessoas que se apresentavam como representantes de um cartório responsável por formalizar a negociação do veículo, o que transmitiu credibilidade ao negócio.
Convencida de que a transação era legítima, a vítima realizou inicialmente um pagamento de R$ 900. Na sequência, efetuou outras duas transferências via PIX, totalizando R$ 2.900,80. Os valores foram enviados para contas indicadas pelos envolvidos na suposta negociação.
Após concluir as transferências, a compradora percebeu que havia caído em um golpe. Ela não recebeu o veículo prometido e também não conseguiu mais avançar na negociação. Diante da situação, decidiu procurar a Delegacia de Polícia Civil para formalizar a ocorrência e resguardar seus direitos.
Conforme o registro policial, a vítima pretende utilizar o boletim de ocorrência para solicitar à instituição financeira o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada pelo Banco Central para tentar recuperar valores transferidos em casos de fraude e golpes praticados por meio do PIX.
Até o momento do registro, a mulher informou que não tinha interesse em representar criminalmente contra os envolvidos, concentrando seus esforços na tentativa de recuperar o dinheiro perdido.
Casos semelhantes têm sido registrados em diversas regiões do país e geralmente envolvem anúncios de veículos ou outros bens com preços abaixo do mercado. Criminosos costumam utilizar perfis em redes sociais, aplicativos de mensagens e até mesmo se passar por empresas ou cartórios para dar aparência de legalidade às negociações.
A orientação das autoridades é que compradores desconfiem de ofertas muito vantajosas, verifiquem a procedência dos anúncios, confirmem a existência de empresas ou instituições envolvidas e evitem realizar pagamentos antecipados sem a devida conferência da documentação e da identidade dos vendedores.
Comentários fechados