Reunião reúne órgãos públicos, empresa e município para alinhar medidas de mitigação diante da expansão industrial
28 março, 2026 - 09h01
O MPMS seguirá acompanhando a implementação das medidas e a evolução das tratativas relacionadas ao caso. (FOTO: Decom)
Por: Redação Notícias do Cerrado
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul iniciou o acompanhamento sistemático dos impactos sociais decorrentes da instalação de uma indústria de celulose no município de Inocência, em movimento que reforça o papel constitucional da instituição na defesa da ordem jurídica e dos interesses coletivos.
A articulação ocorreu na última segunda-feira (23/03), durante reunião conduzida pelo Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica, com a participação de promotores de Justiça das comarcas de Inocência e Três Lagoas, além de representantes do poder público municipal, do governo do Estado e da empresa responsável pelo empreendimento, a Arauco Brasil S.A.
O encontro teve como foco o monitoramento das ações já em curso e a definição de estratégias para mitigar os efeitos sociais provocados pela implantação da indústria. A iniciativa ocorre em um momento de intensificação de investimentos no setor de celulose na região leste de Mato Grosso do Sul, que tem registrado crescimento populacional acelerado e aumento na demanda por serviços públicos.
Atuação preventiva e integrada
Durante a reunião, foram apresentados avanços organizados em eixos considerados sensíveis do ponto de vista social, como assistência social, economia, geração de emprego e renda, educação, habitação, meio ambiente, saneamento básico e segurança pública. A abordagem integrada busca antecipar gargalos estruturais e evitar a sobrecarga de sistemas essenciais, especialmente em municípios de menor porte.
Sob a perspectiva jurídica, a atuação do MPMS se insere no campo da prevenção de conflitos e na promoção de soluções consensuais entre os atores envolvidos, estratégia que ganha relevância em empreendimentos de grande impacto. O acompanhamento contínuo também visa assegurar o cumprimento de obrigações legais e condicionantes socioambientais vinculadas ao projeto.
Participaram ainda representantes da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação e da Secretaria de Estado de Educação, indicando alinhamento institucional entre diferentes esferas administrativas.
O Ministério Público informou que seguirá monitorando a implementação das medidas pactuadas e a evolução das tratativas, com o objetivo de garantir que o desenvolvimento econômico ocorra de forma equilibrada e socialmente responsável.
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