RIBAS: O Barulho que Cala o Respeito

A cidade precisa reagir. É hora de dizer basta. De exigir das autoridades ação firme. De ter tolerância zero com quem insiste em transformar a noite dos outros em um inferno.

13 julho, 2025 - 06h05


Por: Notícias do Cerrado

 

Em Ribas do Rio Pardo, a madrugada deveria ser o tempo do silêncio. O momento em que a cidade respira, que os trabalhadores descansam depois de mais uma semana intensa, que idosos e doentes encontram um pouco de alívio, que crianças com necessidades especiais conseguem enfim dormir em paz. Mas essa paz tem sido violada.

São 3h30 da manhã de um sábado e, em vez do sossego, o que se ouve são motos com escapamentos abertos, roncando pelas avenidas como se a cidade fosse pista de corrida. Não é uma vez ou outra. Tem se tornado rotina. O barulho atravessa paredes, invade lares e perturba vidas. E o pior: tudo feito de forma proposital, consciente, como se respeito fosse uma escolha, e não um dever coletivo.

O que leva alguém a agir assim? A falta de empatia? A certeza da impunidade? Nem mesmo quem curte o mundo das motos e do “grau” aceita esse tipo de atitude. Porque isso não é liberdade. É perturbação. É crime. É egoísmo travestido de diversão.

A cidade precisa reagir. É hora de dizer basta. De exigir das autoridades ação firme. De ter tolerância zero com quem insiste em transformar a noite dos outros em um inferno. O descanso é um direito. O silêncio também. Quem acelera no meio da madrugada está atropelando esse direito – e precisa ser responsabilizado.

A sociedade só muda quando cada um entende que a sua liberdade termina onde começa o sossego do outro. Que tipo de cidade queremos construir? Uma onde o barulho grita mais alto que o respeito? Ou uma onde o bom senso prevalece?

Ribas do Rio Pardo precisa despertar. Mas não com o barulho da ignorância — e sim com a consciência da convivência.

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