Com modelo de negócio dependente de um meio ambiente equilibrado, empresa atua em frentes como descarbonização, restauração e conservação da biodiversidade
28 novembro, 2025 - 16h30
Maior fabricante de celulose do mundo e uma das maiores produtoras de papel da América Latina, a Suzano tem como principal insumo árvores cultivadas de eucalipto, ou seja, o plantio de árvores — cerca de 1,2 milhão de mudas ao dia — está no centro do negócio. Ciente dos desafios implicados nesse modelo e da sua relevância potencial, a empresa atua com o compromisso de contribuir para o enfrentamento da crise climática e para a construção de um futuro mais sustentável para o planeta.
Hoje, dos 2,9 milhões de hectares da companhia, 1,1 milhão é de área nativa conservada. Além disso, a empresa atua com foco em restauração, manejo sustentável e conservação de ecossistemas, e mantém uma agenda ESG com metas monitoradas e com acompanhamento público de resultados, disponibilizados na Central de Indicadores da Suzano. Integrando a agenda socioambiental, a empresa mantém, também, projetos de agricultura regenerativa. Essas ações fazem parte dos Compromissos para Renovar a Vida, que orientam as metas da companhia até 2030 e estão alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).
A gerente executiva de Sustentabilidade da Suzano, Helena Pavese, conta que um desses compromissos é a implementação de corredores ecológicos com o objetivo de reverter a perda da biodiversidade em regiões previamente antropizadas a partir da interligação de fragmentos de áreas nativas. A meta da empresa é conectar 500 mil hectares no Cerrado, na Mata Atlântica e na Amazônia até 2030. Desde 2021, quando a companhia lançou o compromisso, já foram conectados 157 mil hectares.
Visando conservar áreas nativas, restaurar áreas degradadas e trazer de volta espécies animais e de plantas, a Suzano também adota o plantio em mosaico, mesclando trechos de eucalipto e de árvores nativas. Ao mesmo tempo, investe em inovação com projetos de monitoramento da fauna, da flora e hídrico.
Por conta do próprio modelo de negócio, a Suzano contribui para a remoção de carbono da atmosfera a partir do plantio de eucalipto em áreas antes degradadas e da manutenção de áreas de conservação. Em paralelo, adota diversas iniciativas voltadas à redução de suas emissões. A companhia possui metas climáticas baseadas na ciência e aprovadas pelo Science Based Targets Initiative (SBTi), as quais abrangem desde as operações (objetivo de redução de emissão absolutas de 50,4% nos escopos 1 e 2 até 2032) até a cadeia de valor, levando a sustentabilidade a todas as etapas dos processos.
Outra frente de atuação para colaborar com mudanças significativas no mundo é a presença em fóruns nacionais e globais, como COP, World Business Council for Sustainable Development (WBCSD) e Taskforce on Nature-related Financial Disclosures (TNFD). “Entendemos que nossa participação nesses debates contribui para ampliar a visão e apresentar a perspectiva de um país com grande complexidade socioambiental, fortalecendo a reputação do setor”, aponta Helena.
Investindo na combinação de inovação e sustentabilidade para encontrar saídas para desafios da sociedade, e de forma integrada ao modelo de negócio, a Suzano conta com áreas dedicadas a desenvolver projetos de biotecnologia, genética, melhoramento, manejo florestal, celulose, papel, embalagem e bens de consumo.
Destaque para o uso de ferramentas como inteligência artificial, big data e analytics aplicadas em diferentes frentes, como no monitoramento de florestas para prevenção e combate a incêndios usando as mesmas metodologias e tecnologias nas áreas de plantio e de conservação, assim como para impulsionar a eficiência operacional na produção de celulose, fornecendo informações imediatas, agilizando decisões e otimizando o trabalho de operação e engenharia.
Em 2020, a empresa assumiu metas de longo prazo que guiam a estratégia até 2030, entre elas:
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