Carga ilegal de cigarros que seria vendida em Ribas do Rio Pardo é apreendida

Operação na MS-164 desmantela rota que levava cigarros, perfumes e medicamentos ilegais da fronteira para o interior do Estado.

25 novembro, 2025 - 15h01


Material de contrabando apreendido – Foto: Polícia Militar Rodoviária/Divulgação

Por: Redação Notícias do Cerrado

Uma operação de rotina na MS-164 revelou, na noite de domingo (23/11), mais um elo ativo no fluxo de mercadorias ilegais que cruzam a fronteira e abastecem cidades do interior de Mato Grosso do Sul. Policiais do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPMRv), atuando na Base Operacional de Aquidabã, em Ponta Porã, interceptaram um VW Gol abarrotado de produtos contrabandeados que tinham como destino final o comércio em Ribas do Rio Pardo.

Ao abrir o veículo, os militares encontraram o espaço interno completamente tomado por caixas e embalagens distribuídas entre porta-malas, bancos traseiros e assoalho. A carga incluía 550 pacotes de cigarros estrangeiros — 500 da marca Eight e 50 da Fox — além de perfumes e quatro frascos do medicamento Tirzepatida 15 mg, todos trazidos do Paraguai sem qualquer documentação fiscal.

Segundo relataram os ocupantes do carro, as mercadorias foram adquiridas em Pedro Juan Caballero e seriam revendidas em Ribas do Rio Pardo, em um esquema que movimenta cifras expressivas e abastece o mercado paralelo, competindo diretamente com o comércio formal.

O flagrante ocorreu durante ações da “Operação Dia da Consciência Negra”, focada em coibir crimes transfronteiriços. Após consulta à Polícia Federal, o veículo e toda a carga serão entregues à Receita Federal. Os envolvidos foram liberados após assinatura de termo de guarda, enquanto as autoridades calculam o prejuízo ao crime organizado em R$ 51,5 mil — valor que inclui tanto a carga apreendida quanto o automóvel usado no transporte.

A ocorrência reforça a atenção crescente das forças de segurança para rotas utilizadas por pessoas que tentam fazer chegar ao interior do estado produtos ilegais que alimentam redes de comércio clandestino, muitas vezes inseridas no cotidiano de cidades em expansão como Ribas do Rio Pardo.

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