Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o resultado confirma a solidez do mercado de trabalho local.
18 agosto, 2025 - 04h34
Por: Notícias do Cerrado
Mato Grosso do Sul alcançou um feito histórico no mercado de trabalho. A taxa de desocupação caiu para 2,9% no segundo trimestre de 2025, o menor índice já registrado para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua Trimestral, em 2012.
O dado, divulgado pelo IBGE e analisado pelo Observatório do Trabalho (Semadesc/Funtrab), mostra uma redução de 1,1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (4%) e de 0,9 ponto na comparação com o mesmo período de 2024 (3,8%).
Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul figura como o quarto estado com menor taxa de desemprego no país, ficando atrás apenas de Santa Catarina (2,2%), Rondônia (2,3%) e Mato Grosso (2,8%). A diferença para a média nacional, de 5%, é de 2,1 pontos percentuais. Em Campo Grande, o índice chegou a 4,3%, a oitava menor entre as capitais brasileiras.
Boletim do Observatório do Trabalho sobre a PNAD Trimestral
Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, o resultado confirma a solidez do mercado de trabalho local.
“Devemos comemorar a taxa de 2,9%. Trata-se de praticamente um recorde histórico de desemprego extremamente baixo em Mato Grosso do Sul. Esse desempenho é reflexo dos investimentos privados realizados no Estado e das políticas públicas voltadas à empregabilidade”, destacou.
Entre as iniciativas, o secretário citou o MS Qualifica, programa de formação e intermediação de mão de obra. “Estamos preparando trabalhadores para conectar oferta e demanda de vagas, ampliando a empregabilidade e fortalecendo o mercado formal”, completou.
Outro indicador positivo foi a redução da informalidade, que atingiu 32% — o terceiro menor índice já registrado para um segundo trimestre. A subutilização da força de trabalho ficou em 9,8%, equivalente a 281 mil pessoas, enquanto o percentual de desalentados caiu para 0,8%.
Segundo Verruck, essa transição para o mercado formal é fundamental. “Não apenas reduzimos o número de desempregados, como conseguimos transferir trabalhadores da informalidade para empregos formais, o que diminui a pressão sobre programas sociais como o Bolsa Família”, afirmou.
O rendimento médio real habitual do trabalho principal foi de R$ 3.466, alta de 2,09% em relação ao mesmo período de 2024 (R$ 3.395), mas com retração frente ao trimestre anterior (R$ 3.891).
O levantamento mostra ainda que a maior parcela dos trabalhadores do Estado está empregada em serviços públicos essenciais (20,9%), seguida pelo comércio e reparação de veículos (19,3%) e pela agropecuária (10,7%). Atualmente, 67,9% dos ocupados estão no mercado formal.
O desempenho do emprego também foi impulsionado pela recuperação da safra agrícola e pela retomada da atividade industrial.
“Tivemos as safras da soja e do milho, a colheita florestal e empresas operando em plena capacidade. Mesmo o ‘tarifaço’ dos EUA, que terá efeitos futuros, não impactou o curto prazo. Esses fatores, aliados à qualificação profissional e ao estímulo ao setor privado, mostram que Mato Grosso do Sul está no caminho certo”, avaliou Verruck.
Para o secretário, o desafio agora é manter o ritmo de investimentos e qualificação da mão de obra. “A melhor forma de inclusão social é o emprego formal. Vincular prosperidade à inclusão é o propósito que guia as nossas ações”, finalizou.
Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
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