Suzano registra lucro de R$ 1,8 bilhão e reforça crescimento em 2026

Companhia vendeu 3,3 milhões de toneladas de celulose e papéis entre abril e junho e encerrou o período com geração de caixa operacional de R$ 2,9 bilhões.

13 agosto, 2026 - 09h04


 

Por: Notícias do Cerrado

 

A Suzano encerrou o segundo trimestre de 2026 com desempenho operacional superior ao registrado nos três primeiros meses do ano. A companhia, maior produtora mundial de celulose, alcançou EBITDA ajustado de R$ 4,7 bilhões entre abril e junho, enquanto a receita líquida chegou a R$ 11,6 bilhões.

No período, as vendas totalizaram 3,3 milhões de toneladas. Desse volume, 2,9 milhões de toneladas correspondem à celulose e 406 mil toneladas a papéis destinados aos mercados de embalagens, produtos gráficos, papéis especiais e sanitários. A geração de caixa operacional foi de R$ 2,9 bilhões, enquanto o lucro líquido alcançou R$ 1,8 bilhão.

O resultado foi obtido em um cenário de pressão sobre os custos e volatilidade no mercado internacional. Segundo a companhia, a alta do preço do petróleo influenciou os custos de insumos do setor, enquanto as oscilações cambiais também permaneceram entre os fatores de atenção ao longo do trimestre.

Custos de produção permanecem sob controle

Mesmo diante desse ambiente, a Suzano informou que manteve o custo caixa de produção de celulose, excluindo paradas, em R$ 843 por tonelada. O valor ficou praticamente estável em relação ao segundo trimestre de 2025, indicando manutenção da eficiência operacional da companhia.

A empresa também mantém políticas de proteção financeira para reduzir os impactos da volatilidade do preço do petróleo, utilizando operações de hedge relacionadas ao Brent. A estratégia integra o conjunto de medidas adotadas para preservar a previsibilidade dos custos em um cenário internacional marcado por oscilações.

A alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, encerrou o trimestre em 3,4 vezes em dólar. De acordo com a Suzano, a redução do endividamento continua entre as prioridades da companhia e deve ser sustentada pela geração de caixa das operações, pelos ganhos de eficiência e pela disciplina na alocação de capital.

Nova operação amplia presença no mercado de tissue

Para o presidente da Suzano, Beto Abreu, o resultado demonstra a capacidade da companhia de atravessar um ambiente de mercado mais instável mantendo o foco na eficiência e na geração de valor.

“Entregamos um segundo trimestre sólido em um cenário de mercado volátil”, afirmou o executivo. Segundo Abreu, a empresa seguirá concentrada na eficiência operacional e na redução do endividamento, ao mesmo tempo em que busca ampliar o retorno dos investimentos já realizados.

Após o encerramento do trimestre, a Suzano concluiu a aquisição de 51% de participação na Arbex, empresa global de tissue formada em parceria com a Kimberly-Clark. A operação envolveu o pagamento de US$ 1,3 bilhão e marcou uma nova etapa de expansão da companhia nesse segmento.

Arbex inicia operações em mais de 70 países

A Arbex iniciou suas atividades em 1º de julho de 2026 e reúne 22 fábricas distribuídas por 14 mercados. A empresa atua na produção, no marketing e na comercialização de produtos de tissue destinados ao consumo e ao uso profissional em mais de 70 países.

Os resultados da nova operação passarão a ser incorporados às demonstrações financeiras consolidadas da Suzano a partir do terceiro trimestre deste ano.

Com mais de um século de história, a Suzano tem sede no Brasil e operações na América Latina, América do Norte, Europa e Ásia. A companhia atua na produção de celulose, papéis e produtos de higiene e desenvolve soluções a partir de matéria-prima renovável, especialmente o eucalipto.

No Brasil, entre as marcas da empresa estão Neve, Pólen, Suzano Report e Mimmo. Segundo a companhia, seus produtos chegam a mais de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo.

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