Papa pede cessar-fogo na guerra contra o Irã e denuncia “violência atroz” no Oriente Médio

Pontífice afirma que conflito já matou milhares de civis e alerta que guerra não trará justiça nem estabilidade à região

15 março, 2026 - 16h19


O papa Leão XIV. 15/03/2026 (Filippo MONTEFORTE/AFP) Leia mais em: https://veja.abril.com.br/mundo/papa-leao-xiv-condena-violencia-atroz-no-ira-e-critica-uso-de-deus-para-justificar-violencia/

Por: Notícias do Cerrado

O papa Leão XIV fez neste domingo (15) um apelo contundente por um cessar-fogo imediato na guerra contra o Irã, classificando o conflito como uma “violência atroz” que já provocou a morte de milhares de civis e ampliou o sofrimento em todo o Oriente Médio.

Durante a tradicional oração do Angelus, realizada na Praça de São Pedro, no Vaticano, o pontífice alertou que a escalada militar envolvendo os Estados Unidos e Israel contra o Irã, que entrou na terceira semana, aprofunda a instabilidade e distancia qualquer possibilidade de paz duradoura na região.

“Por duas semanas, os povos do Oriente Médio têm sofrido a violência atroz da guerra”, afirmou o papa diante de milhares de fiéis reunidos na praça.

Apelo global por paz

Leão XIV disse falar em nome dos cristãos do Oriente Médio e de “todas as mulheres e homens de boa vontade” ao pedir o fim imediato das hostilidades. Segundo ele, a continuidade da guerra apenas amplia o número de vítimas civis e intensifica a crise humanitária.

“Faço um apelo aos responsáveis por esse conflito: cessar-fogo”, declarou.

O pontífice também advertiu que a guerra não produzirá os resultados que os povos da região desejam. “A violência não trará a justiça, a estabilidade e a paz que tantos anseiam”, disse.

Preocupação com o Líbano

Além da guerra contra o Irã, o papa demonstrou preocupação com a situação no Líbano, que enfrenta forte instabilidade após confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo armado libanês apoiado pelo Irã.

Segundo ele, a crise no país exige diálogo e soluções políticas duradouras. O pontífice afirmou esperar que caminhos diplomáticos possam apoiar as autoridades libanesas na busca por estabilidade e reconstrução institucional.

Crítica ao uso da religião para justificar violência

Horas depois do Angelus, durante uma visita a uma paróquia em Roma, o papa voltou a condenar a escalada de violência e fez duras críticas a quem invoca a religião para justificar conflitos armados.

Segundo ele, guerras jamais resolvem problemas estruturais entre povos e nações.

O pontífice também criticou diretamente aqueles que usam o nome de Deus para legitimar assassinatos ou atos de violência, afirmando que esse tipo de justificativa representa uma distorção da fé e dos valores religiosos.

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