O ano começou com uma denúncia apurada pelo vereador conhecido na cidade como Nego da Borracharia (PSD).
09 julho, 2022 - 14h27
João Alfredo durante discurso na inauguração da Casa de Passagem. (FOTO: Rodrigo dos Santos)
Por: CELSO BEJARANO | Correio do Estado | Edição Impressa 09/07/22 |
Pela segunda vez neste ano, a Câmara Municipal de Ribas do Rio Pardo, cidade distante 100 quilômetros de Campo Grande, tenta derrubar o prefeito da cidade, João Alfredo Danieze (Psol).
Denúncia de suposta irregularidade no contrato de máquinas e caminhões é o foco das investigações. Entre os 79 municípios de Mato Grosso do Sul, Ribas do Rio Pardo é tido, de um ano para cá, como um dos mais promissores economicamente do Estado.
Neste ano, foi anunciado investimento de 19,2 bilhões, recurso que seria investido na construção de uma fábrica de celulose no município.
Só para se ter uma ideia do investimento, no ano passado, o município anunciou que arrecadaria durante o ano algo em torno de R$ 130 milhões,
Já neste ano, os investidores avisaram que, em 2023, serão criados em torno de 10 mil empregos. Ou seja, o número equivale a 40% da população. Se de um lado ventos favoráveis à economia local animam a cidade, o setor político vive período turbulento.
O ano começou com uma denúncia apurada pelo vereador conhecido na cidade como Nego da Borracharia (PSD).
O parlamentar afirmou ter descoberto um furo no contrato firmado pela prefeitura com uma empresa locadora de veículos usados na manutenção de estradas.
Pelas contas do vereador, o negócio teria causado prejuízo aos cofres municipais de cerca de R$ 300 mil. Primeiro, os vereadores criaram uma comissão processante, deram início à investigação, mas a intenção foi barrada judicialmente.
No entanto, os vereado: insistiram na apuração e, nesta semana, por oito votos a dois (a Câmara Municipal de Ribas é composta de 11 parlamentares), retomaram a ideia da cassação do prefeito. Pela regra, o prefeito deve ser notificado e os vereadores devem ouvi-lo.
Para tirar João Alfredo do cargo, os parlamentares precisam provar a denúncia e, quando ficar pronto o relatório da investigação, a questão é submetida à votação em plenário.
A reportagem tentou conversar com o prefeito na tarde desta sexta-feira (8), mas até o fechamento desta página não obteve retorno.
No início dos anos 2000, a Justiça Eleitoral cassou o então prefeito, José Domingues Ramos, o Zé Cabelo (PSDB). Na época, a Corte puniu o prefeito por suposto esquema de compra de voto.