17 setembro, 2021 - 16h34
Ao final da operação, todos os presos foram conduzidos à Delegacia para as providências legais. (FOTO: Divulgação)
Por: Com informações da Polícia Civil
O final de semana começou agitado em Ribas do Rio Pardo com movimento de viaturas policiais que chamou atenção de grande parte da população, que agora tenta discernir quando é sirena da polícia, bombeiro ou SAMU.
Informações da Polícia Civil dão conta que, na manhã desta sexta-feira (17/9), o S.I.G. (Setor de Investigações Gerais), com apoio do D.I.P. (Departamento de Inteligência Policial) e do GOI (Grupo de Operações e Investigações), deu cumprimento a ordens judiciais e efetuou prisões preventivas de dois indivíduos suspeitos de estarem associados para a prática do tráfico de drogas, sendo o vigilante R. A. B. L. (39) e o comparsa G. C. P. A. (37).
Ainda, o S.I.G. prendeu o pai de um dos alvos, S. L. dos S. (63), suspeito de praticar o crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Segundo apurado, há meses, a Polícia Civil de Ribas vem investigando um indivíduo de 39 anos, que é vigilante no município, pois informações davam conta de que ele estaria comercializando entorpecentes na cidade, especialmente para trabalhadores da fábrica de celulose. Estaria, também, supostamente vendendo armamento para terceiros.
INVESTIGAÇÕES
Conforme apontavam as investigações, o vigilante supostamente fazia espécie de “aviãozinho”, pegando a droga com fornecedores a fim de repassar imediatamente a colaboradores na obra da fábrica de celulose e usuários de entorpecentes.
Intensas investigações ocorreram por parte do S.I.G. de Ribas, com o apoio do Departamento de Inteligência Policial, que conseguiu levantar indícios mais que suficientes de prática do tráfico de drogas pelo homem de 39 anos, que tinha como “sócio” um indivíduo de 37 anos, este responsável por repassar a aquele o entorpecente, que por sua vez os revendia aos obreiros. Ao final, os dois dividiam todo o lucro.
Depois de conseguir coletar todos os elementos de informação, a Polícia Civil representou pelas prisões preventivas dos dois suspeitos, bem como por buscas domiciliares. A Justiça de Ribas, entendendo como robusta a investigação, deferiu os pedidos formulados pelo delegado da cidade e expediu mandados de prisão preventiva contra os suspeitos, bem como mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos.
OPERAÇÃO
De posse das decisões judiciais, o S.I.G. (Setor de Investigações Gerais), comandado pelo Delegado Dr. João Reis Belo, que estava substituindo o Delegado Titular Dr. Bruno Santacatharina, o qual se encontra de férias, e contando com o apoio fundamental do DIP (Departamento de Inteligência Policial) e do GOI (Grupo de Operações e Investigações), desencadeou a “Operação Vigilante” e, ao longo da operação, nesta manhã, logrou êxito em localizar e prender os dois principais alvos, o vigilante e o comparsa, os quais, após tomarem ciência dos mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas e associação para o tráfico, receberam voz de prisão.
Depois da detenção dos alvos, policiais civis efetuaram buscas em duas residências, sendo que em uma delas, especificamente na casa do pai do vigilante, logrou-se êxito no encontro de uma carabina de calibre .38 e várias munições. Indagado se a arma era sua ou de seu filho, o pai do vigilante assumiu a responsabilidade e alegou ser o proprietário do armamento. Cabe ressaltar que esse indivíduo, mesmo sendo policial militar aposentado, não tinha qualquer autorização ou registro do referido objeto. Ele recebeu voz de prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo.
Ao final da operação, todos os presos foram conduzidos à Delegacia para as providências legais. O vigilante de 39 anos e o comparsa de 37 anos estão presos à disposição da Justiça. Em relação ao pai do primeiro indivíduo, por ser primário, pagou fiança e foi liberado, devendo responder em liberdade pelo crime previsto no Estatuto do Desarmamento.