O Programa de Alfabetização nasceu por iniciativa do consórcio, conta com a parceria da Prefeitura de Ribas do Rio Pardo e visa oferecer incentivos aos colaboradores com baixa escolaridade
24 maio, 2023 - 18h32
Aulas acontecem na Escola Municipal Mareide em Ribas do Rio Pardo. (FOTO: Divulgação)
Por: Talita Zaparolli
Vontade de aprender. Esse é o principal requisito para que os colaboradores do consórcio CTCBR3 no Projeto Cerrado possam voltar às salas de aula e construir [ou escrever] uma nova história de vida. A falta de oportunidade de frequentar o ensino regular ficou no passado e agora eles terão a possibilidade de buscar novos horizontes através da educação.
O Programa de Alfabetização foi criado a partir da iniciativa dos gestores de obra do consórcio CTCBR3 no Projeto Cerrado com o objetivo de incentivar e proporcionar oportunidade para que os trabalhadores que não concluíram os estudos nas idades consideradas normais para cada nível de ensino possam voltar à escola e ampliar seus conhecimentos.
Projeto Cerrado é o grande complexo para fabricação de celulose da Suzano que está sendo construído em Ribas do Rio Pardo, Mato Grosso do Sul. Dentre as várias frentes de trabalho, o consórcio CTCBR3 está executando 23 edificações que correspondem a uma área total de 59 mil m² – pacotes 23 e 24.

As aulas já são oferecidas pela Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura de Ribas do Rio Pardo por meio da EJA (Educação de Jovens e Adultos). Elas ocorrem de segunda à sexta-feira, das 18h30 às 21h20, na Escola Municipal Mareide Monteiro de Lima, no Parque Estoril. A contrapartida da Brasil ao Cubo nessa iniciativa é fornecer aos colaboradores inscritos todo o material escolar necessário para as aulas, além do transporte entre a escola e o alojamento. A primeira turma já foi montada e 10 trabalhadores se inscreveram.
Natural da cidade de Olho D’Água, no Piauí, o pedreiro Dorival Bispo da Silva, de 41 anos, foi logo se inscrever. Quando criança ele frequentou até a terceira série do ensino fundamental. Essa é uma oportunidade que eu não tive em outras empresas. Pra mim, esse aprendizado está sendo excelente. Estou aprendendo mais um pouco e, com fé em Deus, espero conseguir concluir, disse.
Os alunos estão divididos em fases, sendo elas:
1ª Fase – aqueles que não estudaram e serão alfabetizados – 1ª, 2ª e 3ª séries;
2ª Fase – alfabetizados ou em transição – 4ª e 5ª séries;
3ª Fase – para os que não concluíram as 6ª e 7ª séries;
4ª Fase – compreende os que não terminaram a 8ª e 9ª séries.
Todo nosso esforço é sustentado pela crença de que a Brasil ao Cubo tem se tornado, dia após dia, em uma empresa não só de soluções construtivas ágeis, mas também uma empresa de educação, que promove educação.
Focamos em transmitir conhecimento não só aos nossos profissionais – por meio dos programas internos de incentivo à educação – mas também geramos valor à sociedade a partir do nosso produto inovador, pela incansável busca por soluções tecnológicas e por excelência naquilo que fazemos. Como bem dizia o Patrono da Educação Brasileira, filósofo e educador Paulo Freire:
A educação não transforma o mundo. A educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo.
As ideias do educador continuam representando um norte para as instituições de ensino que veem a sala de aula como mecanismo de transformação social. Pensamento compartilhado pelo fundador da Embraer, Ozires Silva, um grande entusiasta da educação que é enfático em dizer que a educação transforma. E é nisso que acredita a Brasil ao Cubo. Dentro e fora dos limites da empresa, a educação tem sido uma de nossas principais diretrizes.
SOBRE A EJA
EJA é a sigla para Educação de Jovens e Adultos, uma modalidade de ensino destinada ao público que não completou, abandonou ou não teve acesso à educação formal na idade apropriada. Conhecido popularmente como “supletivo”, o programa abrange todos os adultos que tenham interesse em concluir o ensino fundamental, médio e/ou alfabetizar-se.
Na modalidade presencial, a dinâmica é similar ao modelo tradicional das escolas. Os estudantes precisam frequentar as aulas de segunda à sexta-feira, onde têm acesso às mesmas disciplinas que os alunos da educação básica. Eles aprendem, por exemplo, língua portuguesa, matemática, química, física e história. No online, por sua vez, o estudante tem acesso à uma plataforma na internet.
Ao final do curso, os alunos são submetidos a uma prova para concluir os estudos. A validação é aplicada pelas Secretarias Municipais ou Estaduais de Educação.
Fonte: Assessoria