Economista estreia o quadro Pode Perguntar, que coloca estudantes e jovens em diálogo sobre economia, inovação, políticas públicas e os desafios para o futuro de Mato Grosso do Sul e do Brasil.
14 julho, 2026 - 22h20
Jaime Verruck durante gravação com vários jovens. Foto: Mairinco de Pauda
Por: Notícias do Cerrado
A participação da juventude no debate sobre desenvolvimento econômico, inovação e políticas públicas é o foco da nova temporada do quadro Pode Perguntar, lançado pelo economista e doutor em Desenvolvimento Jaime Verruck. Disponível nas plataformas digitais do ex-secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, o projeto reúne jovens para uma série de conversas sobre temas que influenciam diretamente o futuro das cidades e do país.
A proposta é aproximar as novas gerações de assuntos que costumam ficar restritos ao meio acadêmico ou técnico. Durante os episódios, estudantes apresentam dúvidas, opiniões e reflexões sobre crescimento econômico, sustentabilidade, educação, tecnologia e transformação social, enquanto Verruck responde às questões e compartilha sua experiência na área de desenvolvimento.
Segundo o economista, os encontros demonstram o interesse da juventude em participar da construção de soluções para os desafios atuais. “São conversas muito proveitosas e de nível elevado. A juventude está atenta às questões que envolvem o desenvolvimento das localidades em que vivem e contribui para esse processo”, afirma. Atualmente, Jaime Verruck é pré-candidato a deputado federal pelo Republicanos.
Sucessão familiar no Pantanal entra em pauta
Entre os episódios já gravados, um dos destaques é a conversa com o estudante Pedro Della, de 21 anos, que levanta um tema considerado estratégico para o futuro do Pantanal: a sucessão familiar nas propriedades rurais.
Durante a entrevista, Verruck observa que os desafios enfrentados pelas famílias pantaneiras mudaram ao longo das últimas décadas. Se antes a principal dificuldade estava relacionada ao isolamento geográfico, à escassez de infraestrutura e às grandes distâncias para produzir, hoje a preocupação está em garantir que filhos e netos tenham interesse em permanecer na atividade.
Para o economista, a permanência das novas gerações no campo depende da capacidade de tornar a atividade economicamente atrativa e alinhada às transformações do setor. “As novas gerações permanecerão se enxergarem uma atividade rentável, conectada à tecnologia, competitiva e reconhecida pelo papel fundamental que desempenha na conservação do bioma”, destaca. O debate reforça a importância de políticas e iniciativas que conciliem desenvolvimento econômico, inovação e preservação ambiental, especialmente em regiões estratégicas como o Pantanal.
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